Antiga área cemiterial de Brejinho das Ametistas- Caetité, Bahia.
Lápide de Robert Becker
O objetivo desse estudo busca analisar junto a arqueologia funerária, dentro da antiga área cemiterial de Brejinho das Ametistas onde podemos encontrar alicerces de muro e em torno de 17 sepultamentos, entre eles a lápide de Robert Becker, que fora enviado da Alemanha, de onde ele era natural. Sua família enviou logo após saber de sua morte, não tendo certeza se a mesma tivesse chegado devido à dificuldade do transporte. Ele viveu no início do século XX naquela região sendo atraído pela extração de minérios.

Fig.01 - Exemplo de jazido que existe na área cemiterial, sendo este jazido onde está enterrado o corpo de Roberto Becker (Robert Becker) considerado um dos grandes naturalistas alemães do século XIX.
Por:

Alef Belém de Araújo, natural de Caetité-BA. Sou egresso do curso de História da UNEB Campus VI, pós-graduando EAD em Arqueologia e Patrimônio pela EducaVales, não atuo na área, apesar do desejo. Trabalho na área de mineração e vi no curso uma oportunidade de conhecimento do nosso território, Alto sertão da Bahia, assim como galgar oportunidades no mercado de trabalho.

Leilane Goveia dos Santos -
Graduanda em Licenciatura em História na Universidade Estadual da Bahia (UNEB) campus VI, localizada em Caetité. Participei como Bolsista do projeto Intitulado MUSEU DO ALTO SERTÃO DA BAHIA - MASB em Memórias e Histórias Urbanas e Rurais e do Grupo de Estudo e Pesquisas em Políticas, Estado e Arte - GEPPEA Natural de Guanambi, contudo resido em Caetité desde o início da graduação.

Abner Callebe Oliveira Lima, graduando em Licenciatura em História pelo Departamento de Ciências Humanas -DCH, da Universidade do Estado da Bahia - UNEB/Campus VI. Faz parte do Grupo de Pesquisa: Núcleo de História Social e Práticas de Ensino (NHIPE) - UNEB/ CNPq, bem como do Grupo de Pesquisa: Cinema, História e Educação: teoria e mediação pedagógica - UNEB/ CNPq.
A lápide de Robert Becker simboliza que em Brejinho das Ametistas, no fim do século XIX, houve o estabelecimento de uma interessante relação comercial envolvendo ametistas. Esse comércio entre Brasil e Alemanha, se deu a partir de uma tradição em uma vila alemã, chamada Idar-Obertein, localizada em Hunsrück, no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, e cujo a principal atividade econômica era o manejo e comércio de pedras preciosas. A extração desregrada a longo prazo resultou em esgotamento das jazidas, impulsionando uma busca por pedras preciosas Alemanha à fora.
O primeiro contato com pedras se deu no rio Guaíba, no Rio Grande do Sul; contudo, a Guerra da Farroupilha acontecia naquele momento, contribuindo para dificultar a logística de envios de pedras. A situação eu se desenhara, obrigara os alemães a procurarem outras localidades no Brasil que suprimissem a demanda. Embora tenham passado por Minas gerais e estabelecido relações comercias, alguns alemães estiveram nos sertões baianos, sobretudo em Brejinho das Ametistas. Deles, o único que ficou até a morte foi Robert Becker. O túmulo deste, foi encomendado pela família, que exportou da Alemanha sua lápide. Dentre as pesquisas sobre a temática, a dissertação de mestrado AS BELLAS AMETHYSTAS”: Negócios, garimpos e alemães em Brejinho das Ametistas (Alto Sertão da Bahia, 1888-1930), de Carla Graciela Chaves de Castro Cotrim, é a que mais se aprofunda na presença de alemães em Brejinho das Ametistas; servindo de fundamentação teórica para o desenvolvimento de nossa pesquisa.
Motivo da escolha do sítio:
Devido Brejinho das ametistas está inserido numa região de grandes empreendimentos como mineração, eólica e também garimpos e sabermos da forte influência de estrangeiros, surgiu a curiosidade sobre aquela região, o que estaria sendo feito com os patrimônios e bens arqueológicos inseridos naquela área. E um alemão de nome Robert Becker citado algumas vezes pela coordenadora do curso e arqueóloga Juliana Freitas atiçou nossa curiosidade, principalmente em uma das aulas do Curso de Extensão Introdução à Arqueologia no Alto sertão da Bahia, onde tivemos a oportunidade de visitar o sítio Elizabete, que fica próximo a essa área cemiterial onde está a lápide referida. Ao decorrer da visita nos falou um pouco sobre sua história e seu túmulo. Assim, passamos a se interessar e pesquisar mais a fundo com o intuito de conhecer mais sobre sua origem e quais suas motivações para vir ao Brasil.
Vídeo registrado por morador local na data de 12/11/2023 da antiga área cemiterial de Brejinho das Ametistas e da lápide de Robert Becker.





